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Al Merrick Happy: Analisando Pranchas

Al Merrick Happy: Analisando Pranchas

A série Analisando Pranchas tem mostrado que as pranchas de surf não param de evoluir, e a Al Merrick Happy é uma prova disso.

A Happy é um novo modelo de pranchinha de alta performance desenvolvida para dar aos surfistas a liberdade de surfarem ondas boas e fortes equilibrando segurança e manobrabilidade. Britt Merrick desenvolveu este modelo por alguns anos em parceria com o surfista Dane Reynolds. Posteriormente, ela foi aprimorada com feedbacks de atletas da elite do surf mundial, principalmente com Ezekiel Lau, Lakey Peterson, Mikey February e Connor O’Leary.

al merrick happy

Versatilidade

Pensada para uma grande amplitude de condições, amigável ao surfista do dia-a-dia e com o DNA responsável por elevar o nome Al Merrick como o maior fabricante de pranchas no mundo: a performance. É por esse conjunto de características que vimos, em 2019, a Happy aparecendo de forma impressionante desde etapas do WCT como J-Bay e Bells Beach até Pipeline e Teahupoo.

Este modelo foi idealizado pensando em manter as curvas rápidas das pranchas performance como a “The Fever”, mas sem perder velocidade e drive em rasgadas maiores quando o mar sobe. A velocidade e o drive também se mostraram excepcionais para performance em tubos, sendo usada em picos como Pipeline. Veremos na sequência maiores detalhes do porquê disso.

Características

A construção da Happy se caracteriza por uma entrada média/baixa de rocker. Ela é combinada com o volume posicionado mais na parte frontal da prancha, o que faz com que ela tenha uma remada muito boa e gere velocidade rapidamente após o drop. Além disso, o volume concentrado mais à frente gera conforto para o surfista acelerar sua prancha no pé da frente. Isso cria muita velocidade e projeção horizontal. Para aproveitar toda essa velocidade, as bordas baixas e a rabeta afinada de Happy criam uma prancha altamente responsiva, no entanto extremamente tolerante às manobras críticas. Ela aceita muito bem a pressão nas bordas na hora de manobrar.

Na parte central a Happy tem um rocker contínuo que vai acelerando conforme se aproxima da parte final da prancha. Pouco antes das quilhas, o rocker de saída se torna bastante pronunciado, sendo acelerado na rabeta. Em conjunto com uma rabeta de design fechado que oferece muito drive e, também, a capacidade de caber muito bem em manobras de lip, entrega muita tração à prancha. Isso permite que o surfista projete-a bem nas cavadas e consiga colocá-la em partes críticas da onda. Oferece também trocas de bordas ágeis, curvas agressivas e bastante segurança em ondas tubulares.

Diferencial Na Rabeta (Happy Patch)

Importante mencionar o detalhe azul na rabeta. Não é apenas algo estético que identifica este modelo, mas sim um pedaço de tecido e-cloth. A Happy não tem reforço de carbono na rabeta, e por uma boa razão. No lugar deles, que normalmente têm 14 polegadas de comprimento e deixam a área mais rígida, o shaper Britt Merrick decidiu implantar um pedaço de tecido e-cloth de apenas 6 polegadas. Isso foi desenvolvido pensado em deixar a rabeta mais flexível e imediatamente elas responderam muito bem, com mais liberdade de movimento. Ele está presente em ambos os lados da rabeta, mas apenas um é colorido, o outro é transparente.

Concaves

O fundo da Happy começa em um single concave na parte central da prancha, mudando para um double concave suave na região entre as  quilhas, uma marca registrada do fundador da Channel Islands, Al Merrick. Este concave na região final da prancha só se eleva próximo às bordas. Por consequência, isso faz com que o edge nesta área seja mais afiado. Esta combinação de concaves, rocker alto na rabeta e edge afiado conferem à ela muita sensibilidade, dando sensação de alta mobilidade e principalmente responsividade na área do pé de trás. É a conciliação perfeita de velocidade, projeção e controle.

al merrick happy

Quilhas

Em alguns testes, surfistas acostumados a utilizar quilhas grandes acabaram sentindo que a prancha perdeu mobilidade e ficou um pouco dura. Isso aconteceu principalmente em ondas maiores, nas quais não é necessário gerar velocidade. Quando trocadas por quilhas médias a prancha respondeu melhor, ficou mais em contato com a água e ganhou controle e sensibilidade.

As quilhas recomendadas para este modelo são as quem têm base mais larga, pois pois oferecem mais drive. Modelos como a AM1 e a Kolohe Andino são excelentes opções para quem usa FCS2. Para os adeptos das Futures Fins, a AM1 e a DHD média são modelos ideais. Lembrado que os tamanhos médios das quilhas estão sendo indicados para surfistas de peso entre 65 e 80kg neste caso.

Surfe Melhor, Surfe Feliz

Em comparação com outros modelos da Channel Islands, a Happy tem um pouco mais de rocker de entrada que a Black & White e menos que a Fever, por exemplo. Estas três pranchas são consideradas shortboards de alta performance na linha da CI, entretanto cada uma tem suas próprias características que as fazem únicas, e a Happy definitivamente tem afinidade com ondas boas.

Dessa forma, o ideal na hora de escolher sua prancha high performance é saber exatamente suas necessidades, tanto no quesito estilo de surf e habilidade quanto no tipo de onda que irá surfar. Sendo assim, procure sempre expôr suas necessidades e converse com um consultor especializado para poderem decidir se a Happy é mesmo o modelo que procura.

Se você está buscando uma prancha para uma surf trip, uma prancha que desempenhe bem em uma grande variedade de condições, a Happy é a escolha certa para você. Se conhece alguém que está buscando pranchas com estas características, recomende este artigo. Surfe melhor, surfe feliz Como bem definiu a revista australiana Stab: “A nova high performance da Channel Islands é um shot de pura dopamina”


 

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