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Lost Sabotaj: Analisando Pranchas

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Lost Sabotaj: Analisando Pranchas

Nossa série Analisando Pranchas aborda hoje mais um modelo da marca californiana Lost, a Sabotaj. Se você quer saber porque este modelo é um dos favoritos e mais usados por um surfista brasileiro Top da WSL, confira os segredos e detalhes dela abaixo.

Esta prancha é o resultado do desenvolvimento contínuo de um projeto entre o surfista profissional australiano Taj Burrow e Matt Biolos, shaper da Lost. Taj fez parte da elite do surf mundial por muitos anos, sendo até hoje um dos surfistas mais radicais e espetaculares de se assistir.

Taj Burrow

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Local de Yallingup, no sudoeste da Austrália, Taj cresceu surfando as ondas poderosas e tubulares da região. Dessa forma, desenvolveu muito gosto e principalmente habilidade nos tubos. Além disso, Taj sempre se mostrou muito radical e extremamente veloz, sendo um dos melhores aerialistas que o circuito mundial já teve. Sendo assim, A Sabotaj foi pensada para funcionar bem em diversas condições de ondas fortes, principalmente nas mais tubulares.

Sabotaj

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Certamente, a Sabotaj é uma daquelas pranchas perfeitas para surf trips, principalmente para os surfistas que não querem ou não podem carregar um grande sarcófago cheio de pranchas consigo.

Confira nas palavras do próprio shaper como foi a criação e o desenvolvimento deste modelo: “Nós começamos pelo chassis da Lost Rock-Up e acrescentamos alguns refinamentos e modificações (tudo baseado nos feedbacks que Taj nos dava com as várias pranchas que testamos) até que o shape se tornasse uma entidade única. Depois de dez anos desenvolvendo pranchas para viagens como a Mini Driver, Round-Up e Rock-up, nós sentimos que essa é o melhor modelo que lançamos até agora”.

Características

A Sabotaj tem, de forma geral, um rocker modesto. É mais suave no bico, o que gera muita velocidade e poder de remada excelente. Se mantém contínuo e pouco curvilíneo no meio, sendo mais acentuado na rabeta. Isso traz uma característica de high performance para esta prancha. Permite também que o surfista realize arcos fechados e bem controlados.

Seu outline conta com um bico visivelmente mais largo do que a média. Por sua vez, a rabeta round pin é bem esticada e fechada, completando o outline bastante elíptico e com linhas contínuas. É de fato um design extremamente fluido e sem bumps ou wings. Combinado com o baixo rocker de entrada, esse outline faz com que essa prancha possa ser usada bem curta.

Volume Alto

Como dissemos, a rabeta é bastante fechada, mas ainda sim possui volume suficiente para ser surfada com radicalidade em ondas boas de tamanho médio. Entretanto, o round pin na rabeta segura muito bem quando a prancha é pressionada em condições sólidas, tanto na base quanto no topo das ondas. Este modelo por vezes é comparado à Pyzel The Ghost, no entanto existe uma diferença na espessura da rabeta, sendo a Sabotaj mais grossa, com mais sustentação e mais maleável.

As linhas de borda formam um single concave raso entre os pés e passa a ser flat no bico, fazendo com que a prancha seja amigável e fluida. Também existe um double concave leve na rabeta para adicionar sustentação e velocidade em ondas menores e drive nas condições maiores.

A Sabotaj tem uma distribuição de volume mais concentrada do meio para frente da prancha, especialmente ao longo da longarina. Este é outro fator que ajuda demais no poder de remada deste modelo, já que ela conta com bastante volume na região do peito. Diferentemente de outros modelos similares à ela, esta prancha tem o deck (parte de cima) mais flat, sendo seu caimento mais próximo das bordas, que são consideradas médias.

Quilhas

Os tipos de quilhas ideais para combinarem com a Sabotaj devem ser os mais rígidos, de preferência com carbono em suas construções. Isso dará à prancha ainda mais drive, projeção e segurança quando exigida. Prefira quilhas mais neutras, nem muito retas e nem muito alongadas e deixe sua Sabotaj fazer o restante do trabalho.

Para quem usa FCS recomendamos as quilhas Performer e Accelerator na construção performance carbon. Para aqueles que utilizam o sistema da Futures nossa recomendação são os modelos John JohnFirewire.

Considerações Gerais

Quando conversamos com o top da WSL Yago Dora em uma LIVE em nosso Instagram, perguntamos a ele quais eram seus modelos de prancha favoritos. Yago foi categórico em afirmar que em ondas pequenas e médias prefere a Lost Driver 2.0 e para ondas maiores e tubulares sua preferida é a Sabotaj. Inclusive foi surfando com pranchas deste modelo que ele teve excelentes apresentações nos tubos de Pipeline recentemente. Dora conquistou um quinto lugar no Pipe Masters de 2019 e um terceiro no Volcom Pipe Pro 2020.

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Yago e sua Sabotaj em Pipeline durante o Volcom Pipe Pro 2020

Ela é uma prancha amigável e fluída que pode ser usada tanto por surfistas intermediários quanto por profissionais experientes. Suas curvas suaves e volume mais alto oferecem muita segurança e estabilidade ao surfista. Complementada com uma entrada fácil nas ondas e bom desempenho em ondas rápidas e pesadas, a Sabotaj é definitivamente um modelo para completar o quiver de quem pretende enfrentar poderosos swells de inverno em praias como Saquarema, Brava De Itajaí ou está planejando uma surf trip para ondas perfeitas.

Recomende a leitura deste artigo aos seus amigos que estão procurando pranchas seguras e firmes nos tubos e ondas poderosas!


Assista abaixo ao Taj Burrow destruindo ondas perfeitas ao redor do mundo com suas pranchas mágicas da Lost Mayhem!

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