Lower Trestles 2025: entre séries, surpresas e as pranchas certas

Outro dia, lendo uma matéria da Stab Magazine — aquela bíblia australiana que vive colada no tour — me peguei mergulhado nas entrelinhas de um texto sobre o retorno de Trestles ao calendário regular da WSL.

E ali, entre um parágrafo sobre o vento sul e uma fala do Ian Crane, pensei: “isso aqui é mais do que só prévia de campeonato… tem um monte de coisa que a galera que acompanha o Prancha Nova ia curtir saber também”.

Então resolvi transformar aquela leitura em algo mais nosso. Com mais contexto, mais links úteis e, claro, com o olhar de quem vive o surf do jeito que a gente vive.

O que faz de Trestles um campo de batalha diferente

Quem já surfou Lower Trestles sabe: é a onda que mais parece um laboratório de performance no planeta.

“Se você tiver uma prancha que funcione bem lá, ela provavelmente vai funcionar bem em quase todo lugar”, já disse um certo local com quilometragem no pico.

Mas o detalhe está aí: quase toda prancha funciona em Trestles — e é exatamente isso que complica tudo. A borda parece sempre no lugar certo, o drop é fácil, mas quando o mar amolece, o fundo da prancha faz a diferença. Quando entra brisa de sul, o tail precisa trabalhar dobrado. E quando a série vem, você tem uma chance pra desenhar a linha perfeita.

Entenda o tipo de prancha que mais funciona em Trestles

Jordy Smith: pesado, preciso, número 1

Jordy Smith and Matt McGillivray put SA surfing back on map

Se alguém dissesse no começo do ano que Jordy Smith ia liderar o ranking com folga em junho, ia parecer meme.

Mas a verdade é que o sul-africano tá vivendo a melhor temporada da carreira em anos — dois eventos vencidos, 20 baterias ganhas e confiança de quem já venceu duas vezes no mesmo pico onde vai rolar essa etapa.

E o melhor: com um quiver misturado. Jordy tem experimentado pranchas de diferentes shapers, e isso vem dando resultado. Se você está na dúvida entre se prender a um modelo só ou testar variações, essa é sua inspiração.

Ethan Ewing: estilo clássico, pranchas novas

Ethan Ewing • Surfing Life

Quem acompanha o circuito já associa o nome do Ethan à DHD. Mas parece que a Califórnia deu um sinal diferente.

Nos treinos, ele foi visto testando pranchas da Channel Islands — e segundo relatos locais, ficou difícil dizer qual board estava melhor debaixo dos pés dele.

Veja o modelo da CI que ele pode estar usando
Ou confira os shapes clássicos da DHD

É aquele dilema que todo surfista vive: seguir com o que você já conhece ou se abrir para algo que pode fluir melhor nas condições do momento?

Kelly Slater: wildcard de outro mundo

298 etapas. 6 vitórias em Trestles. O primeiro 10 da história do pico.

Kelly volta como wildcard, e mesmo com 52 anos nas costas e algumas temporadas ziguezagueando, ninguém tira o nome dele da lista de quem pode brilhar.

Nos treinos, ele tem usado um modelo quad novo, shaper californiano, e mesmo em dias de vento torto, parece que o cara ainda lê o mar como se tivesse inventado a maré.

Se ele vai ganhar? Impossível prever.
Se vai entregar momentos que valem replay? Aposte.

Filipe Toledo: onde tudo se encaixa

Falar que o Filipe encaixa em Trestles é tipo dizer que água molha.

Ele já venceu lá, tem mais de 70% de aproveitamento no pico e, mesmo em um ano abaixo da média dele, ninguém duvida do que ele pode fazer ali.

E o mais curioso? Segundo os cinegrafistas de plantão, Filipe é tipo fantasma nos treinos. Aparece pouco. Surfa escondido. E entra no evento pronto, com prancha nova e sem perder tempo com show antes da hora.

O crowd, o clima e o caos

trestles surf

Com a volta do CT pra Trestles, a areia ficou lotada. Tem a molecada do US Champs treinando, tem os locais que nunca param, tem os filmers caçando imagens dos top 5.

As sessões estão tão disputadas que já rola “acordo de surf” pra evitar colidir com os Griffins e Crosbys da vida.

No lineup, rola respeito. Mas também tensão.

Mulheres no jogo: Caity, Caroline, Gabriela e mais

Caity Simmers é local, campeã mundial e favorita natural — apesar de ainda não ter vencido ali.

Caroline Marks conhece o pico como o quintal de casa e já venceu final com mais de 17 pontos ali. Mesmo em um ano irregular, Caroline tem a experiência e o backhand pra mudar o jogo.

E Gabriela Bryan? Silenciosa, consistente, e com 76% de aproveitamento nas baterias esse ano. Tem gente dizendo que ela pode surpreender. Eu não duvido.

O swell, o vento, e o que pode mudar tudo

A previsão mostra uma semana de ondas head high, com swell de sul/sudoeste (213º) entrando com força a partir de segunda. Parece bom.

Mas o vento… sempre o vento.

Se bater sul demais, pode achatar as esquerdas. Se entrar mais oeste, os dois lados ficam de gala. E como o evento só precisa de três dias, a WSL deve escolher as janelas com mais carinho do que quem escolhe twin nova no site da loja.

O que você pode tirar disso tudo?

  1. Se até os tops estão testando pranchas diferentes pra uma etapa específica… talvez seja a hora de pensar se sua prancha do dia a dia tá realmente funcionando onde você surfa.

  2. Se Trestles mostra quem tem leitura de onda fina, o seu treino pode começar na observação — não só na remada.

  3. E se tudo isso te inspirou a pensar melhor seu quiver, a gente tem conteúdo e modelos pra isso:

Leia: Explore nosso acervo de pranchas de performance

Resumo: por que esse artigo importa

Esse texto é sobre Trestles. Mas também é sobre tomar decisões melhores no surf.

Sobre observar o que os melhores do mundo estão fazendo — não pra copiar, mas pra refletir.
Sobre entender que até quem vive disso, muda de ideia, testa coisa nova, e se adapta.

E se você quiser adaptar seu surfe, seja na prancha, no treino ou na leitura… o Prancha Nova tá aqui pra te ajudar com conteúdo honesto e equipamento certo.

Te vejo no lineup.
Equipe Prancha Nova

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