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Lost Pocket Rocket: Analisando Pranchas

Lost Pocket Rocket: Analisando Pranchas – 

A prancha de hoje em nossa série Analisando Pranchas é a Pocket Rocket da Lost. Ela é ideal para quem está procurando um modelo de super alta performance para quebrar as ondas. 

A Criação

pocket rocket

Este é um modelo em que o shaper Matt “Mayhem” Biolos trabalhou com os feedbacks do californiano, top da elite mundial, Kolohe Andino durante a temporada de 2015. Após um início estelar no WQS daquele ano (com uma vitória no Australian Open), o ritmo de Kolohe caiu no meio da temporada. Ele estava pronto para tentar algumas curvas diferentes sob seus pés. Foi quanto Matt ofereceu alguns exemplos de curvas alternativas com as quais já vinha trabalhando com sucesso nos equipamentos de outros surfistas do tour. Uma dessas curvas em particular tinha o codinome “WLG”.

Depois de anos surfando apenas com as pranchas Driver e Sub Driver, Kolohe solicitou uma prancha com uma nova linha de rocker, que se encaixasse melhor no pocket das ondas, mas que ainda assim fosse rápida e não perdesse a performance nas partes mais deitadas. Era um grande desafio.  Despretensiosamente, Biolos escreveu “PocketRocket” na primeira prancha que entregou a Kolohe. Ela era uma 5’11” x 18,75″ x 2,32″, contendo 27,05 litros. Com esta prancha Andino terminou em quinto lugar no QS 10.000 dos Açores e logo na sequência venceu o QS 10.000 de Cascais. Logo que este último evento terminou ele enviou uma mensagem para seu shaper dizendo “PocketRocket”. 

pocket rocket

Em seguida veio o Quiksilver Pro France em Hossegor, onde Kolohe eliminou Kelly Slater no terceiro round e terminou o evento na nona colocação. Sem dúvida a sua nova arma estava dando bons resultados. Aliás, neste evento Biolos estava presente e eles puderam conversar pessoalmente sobre o novo modelo e descobriram que poderiam desenvolvê-la em medidas que atendessem aos surfistas não-profissionais que procuram por uma prancha de surf moderna baseada no feedback de surfistas pros.

Atualizações

pocket rocket

Dois anos após seu lançamento, a Pocket Rocket foi atualizada em 2018. Desde então ela apresenta aprimoramentos e melhorias com base no feedback positivo e contínuo dos surfistas patrocinados pela Lost. Com a validação de caras como Griffin Colapinto, Yago Dora e Joan Duru, as atualizações vão ao encontro da evolução do surf competitivo. Ganham cada vez mais importância as grandes manobras realizadas com velocidade, força e fluidez nas partes mais críticas das ondas. Sendo assim, este modelo, que já havia sido projetado para ser surfado no crítico, ganhou novos elementos ainda mais condizentes com os critérios modernos de performance e avaliação. 

Outline e Bordas

Seu outline é bem característico das pranchas de alta performance. Seu bico é bem esticado e seu ponto mais largo fica abaixo das 19 polegadas. Além disso, o contorno da Pocket Rocket é bastante elíptico, terminando com uma rabeta squash ou round mais estreita que o normal. Estas características fazem com que ela permita ao surfista realizar as manobras mais agilmente, sendo mais responsiva e se encaixando melhor nas partes mais fortes das ondas.

As bordas deste modelo são médias para baixas. Elas contam com um bom refinamento em seu caimento, principalmente no quarto final da prancha, perto da rabeta, onde o edge é bem acentuado. Certamente esta configuração atende muito bem às necessidades dos surfistas mais habilidosos, entregando o drive e a tração que eles buscam em suas curvas. Igualmente, isso faz com que surfistas intermediários que resolvam utilizar este modelo sejam exigidos a puxar seu nível, já que deixam a prancha mais sensível e responsiva.

Rocker

A curva de rocker da Pocket Rocket foi levemente alterada na atualização do modelo em 2018. A configuração atual conta com um rocker médio de entrada, permitindo boa aceleração no pé da frente, seguindo contínuo pelo meio e com uma saída alta na rabeta para os padrões de curvatura da Lost. Isso faz com que a prancha realize curvas apertadas em partes íngremes das ondas e seja muito manobrável e responsiva. Apesar de o rocker no meio da prancha ser contínuo, Biolos fez algo interessante com o concave nesta prancha, o que acabou criando um rocker mais plano no meio, entre os pés do surfista, entretanto, ele manteve a curvatura nas bordas. Vamos falar mais sobre isso logo abaixo.

Fundo

A Pocket Rocket traz uma configuração de concave interessante. Da mesma forma como acontece com a Shadow da Pyzel, ela tem um single concave bem acentuado no terço central da prancha, entre os pés do surfista. Isso cria bastante sustentação e propicia muita velocidade à prancha. Além disso, cria uma área que os gringos costumam chamar de flat spot, como se o rocker no meio da prancha fosse estagiado. Esses detalhes fazem com que ela mantenha sua velocidade nas partes sem força das ondas. Contudo, foi mantida a curva contínua de rocker nas bordas como mencionamos anteriormente, assim a prancha fica solta debaixo do pé da frente e não perde a tração. Entre as quilhas ela conta com um double concave suave, o que aumenta a sensibilidade e facilita as trocas de direção e deixa a prancha mais maleável.

Quilhas

Para uma prancha como esta, que possui um rocker de saída mais acentuado, o ideal são as quilhas com um pouco mais de rake, ou seja, mais alongadas para trás. Dessa forma haverá mais área de quilha dentro d’água no momento das curvas, tanto de base quanto de lip, oferecendo o drive e a tração ideais. Para quem usa FCS, recomendamos o modelo do Mick Fanning ou o modelo Carver. Para os usuários do sistema Futures, prefira os modelos R6 Legacy ou Jordy Smith.

Sensações

Sem dúvida, esta é uma prancha para alto desempenho. Ela é ideal para os surfistas avançados e profissionais, mas pode ser usada por intermediários que estão em franca evolução. Perfeita para quem busca novos desafios e pretende atingir seu próximo nível de surf.  Foi pensando nisso que a Lost ofereceu duas tabelas de medidas e volumes, uma para os Pros e outra para os Bros (EDD – Every Day Dimensions).

As medidas pensadas para os amadores são um pouco mais avantajadas que as dos profissionais, entretanto, a prancha entrega alta performance da mesma forma, com muita velocidade, projeção vertical e agressividade nas manobras de lip ou acima dele. Por fim, devemos citar um ponto de desvantagem desse modelo, que é seu poder de remada. Ele não é dos melhores, portanto, se você não estiver em ótimas condições físicas irá penar um pouco para entrar nas ondas.

De qualquer forma, se você está em busca de uma prancha para radicalizar e evoluir ainda mais seu surf, experimente a Pocket Rocket. Igualmente, se conhece alguém que está nessa busca, indique a leitura deste artigo, assim poderá ajudá-lo a atingir o próximo nível de surf. Boas ondas!


 

 

 

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