fbpx

Analisando Pranchas: Sharp Eye 77

Analisando Pranchas: Sharp Eye 77 

Tida por Filipe Toledo como a prancha mais rápida que ele já usou a 77 da Sharp Eye é hoje nosso objeto de avaliação, na série Analisando Pranchas.

Ser considerada pelo surfista mais veloz da atualidade como a prancha mais rápida que ele já usou, é uma responsabilidade e tanto. Quando Filipe Toledo, top 5 do ranking mundial, usou este modelo pela primeira vez, seu feedback para o shaper Márcio Zouvi foi exatamente este. Sem dúvida, o criador ficou orgulhoso de seu produto, já que era esta mesmo a ideia quando a prancha foi projetada.

sharp eye 77

Performance Avassaladora

O modelo #77 foi apresentado ao mundo com uma performance avassaladora de Filipe na etapa de Jeffrey’s Bay da WSL em 2017. O surfista de Ubatuba simplesmente redefiniu a forma de como se surfa aquela onda. Até mesmo nas palavras do lendário sul-africano Shaun Tomson, campeão mundial de 1977, aquele havia sido o melhor surf que ele já tinha presenciado nas perfeitas ondas de J-Bay. Confira o depoimento do próprio Filipe no vídeo abaixo:

De fato, o que Toledo fez foi algo sem precedentes nas geladas paredes da famosa onda sul-africana. Jeffrey’s é certamente uma das ondas mais velozes do mundo, dessa forma, até surfistas renomados muitas vezes têm dificuldades em surfá-la bem. Aparentemente, este não é um problema para Toledo, principalmente equipado com seu novo modelo de alta performance.

A #77 se encaixou perfeitamente nos pés do Filipe e também nas íngremes ondas de J-Bay. Por muitos anos, o surf considerado perfeito por lá era apresentado por caras como Mick Fanning e Joel Parkinson. Ambos conseguem colocar grandes manobras na borda, rasgadas em alta velocidade, floaters super longos e tubos profundos, e estas combinações com certeza ainda são excelentes e muito difíceis de serem realizadas. No entanto, o novo tipo de surf apresentado pelo Filipe nos anos de 2017 e 2018 foi algo completamente impensado até então.

Com uma velocidade nunca antes vista por lá, Toledo foi dizimando seus adversários fase a fase. Foram duas notas 10 no caminho até o título, sempre com um surf pra lá de moderno, mixando rasgadas clássicas com aéreos estratosféricos, sem perder velocidade e conectando manobras em sequencias para surfista e juiz nenhum botar defeito. Se você não lembra do que estamos falando, confira no vídeo abaixo!

Características

sharp eye 77

Este modelo é uma melhoria progressiva de outro modelo da Sharp Eye, a OK Model. Ela foi projetada em 2017, com o objetivo de ser usada em ondas de alta performance, portanto a #77 se encaixa bem em ondas íngremes, seja em points, reefs ou beach breaks tubulares. Por ser uma prancha bastante responsiva e arisca, ideal para para curvas críticas e rápidas, ela é adequada para surfistas de nível intermediário a avançado. Dessa forma, a #77 é um excelente modelo para complementar seu quiver de pranchas para ondas boas.

Rocker

Este modelo apresenta um rocker de entrada e saída maior do que a Holy Toledo, por exemplo. Este rocker acentuado significa ótima manobrabilidade nas partes críticas das ondas. Ele flui continuamente do bico à rabeta, permitindo arcos rápidos e curtos, além de manobras verticais no lip das ondas, atacando o pocket como manda o figurino.

Para o surfista amador que ainda não se considera no nível intermediário, talvez a #77 seja um pouco difícil de controlar, por ser bastante arisca. Outro fator que pode influenciar na performance é que ela não tem um poder de remada tão bom quanto outros modelos. O rocker alto de bico faz com que este modelo seja excelente para completar drops no crítico em ondas buraco, mas ao mesmo tempo não rema tão bem, fazendo com que seja mais difícil de entrar nas ondas.

Concave

A #77 tem um single concave contínuo, único e profundo, correndo basicamente do bico à rabeta. O ponto mais mais profundo está localizado entre as quilhas, isso cria muito drive, aderência e sustentação. Certamente, este ponto mais profundo do concave sendo bem abaixo do pé de trás do surfista gera uma grande quantidade de spray para fora da onda quando da execução das manobras. Esta configuração de fundo é perfeita para gerar toda a velocidade que você precisa em uma onda.

Mais uma vez, para aqueles que ainda não são muito habilidosos, este modelo pode parecer um pouco duro na hora de virar. Principalmente pelo fato de que os iniciantes acabam surfando nas partes mais deitadas e fracas das ondas e tendem a tentar mexer a prancha com o fundo e não com as bordas. Nesse caso, um single concave profundo acaba não deixando a prancha virar com tanta facilidade em partes gordas das ondas, especialmente se o surfista não estiver pisando bem atrás do deck.

Bordas

As bordas são definitivamente baixas e afiadas. Com isso, são muito sensíveis e cravam na parede das ondas com facilidade. Este tipo de borda permitirá ao surfista um tempo de reação mais rápido em ondas sólidas, mantendo o controle e o drive quando for mais necessário. O volume desta prancha está concentrado primordialmente no centro da prancha, onde ela é mais grossa e estável. Sendo assim, o caimento do meio para as bordas é bem considerável (dome deck).

O lado negativo é novamente para os surfistas iniciantes. Bordas baixas deixam a prancha mais “dentro” d’água, são mais instáveis e enterram com facilidade se surfadas de forma equivocada.

Quilhas

Para combinar com as caraterísticas desta prancha e poder tirar o melhor que ela oferece, recomendamos dois modelos de quilhas, sendo uma da FCS e outra da Futures. Como não poderia deixar de ser, o modelo da FCS é do próprio Toledo, na nova e levíssima construção Air Core Toledo. Verifique qual o tamanho certo para você, de acordo com seu peso e use-a sempre com sua #77.

No caso das Futures, nossa recomendação é o modelo do havaiano John John Florence, que tem características sólidas e de controle de velocidade, fornecendo muito drive e segurança tanto nas manobras de borda quanto nas cavadas.

Considerações

Esta prancha é muito indicada para os surfistas intermediários que gostariam de elevar seu nível de surf em ondas boas. A velocidade é responsável direta na performance de um surfista, portanto, estar com uma prancha veloz já é uma grande vantagem. No quesito manobrabilidade, a #77 “pede” para ser colocada em partes mais críticas das ondas. Partes estas, que talvez um surfista intermediário nem imaginava que eram possíveis de serem alcançadas. É aí que entra a evolução, sair do conforto de surfar sempre na parte mais segura das ondas. É importante buscar elevar sua performance atacando o lip e mandando rasgadas em regiões íngremes, fazendo a rotação de forma veloz no topo da onda.

Caso você ainda esteja em dúvida se esta prancha é pra você ou não, converse com nossos consultores pelo chat. Eles poderão esclarecer seus questionamentos e dizer se é hora de dar um passo à frente no seu surf com a #77, ou se o momento pede outro modelo que poderá entregar melhores resultados para o seu surf.

 

 

Deixe uma resposta

WhatsApp chat