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Pyzel The Ghost: Analisando Pranchas

Pyzel The Ghost: Analisando Pranchas

Hoje no Analisando Pranchas falaremos de uma das pranchas mais celebradas dos últimos anos mundo afora, a Pyzel The Ghost.

Assim como algumas outras pranchas que analisamos aqui, a Ghost é daqueles modelos que carregam diversos títulos de etapas do circuito mundial de surf nas costas. Neste caso, sob os pés do havaiano bicampeão mundial John John Florence. Só para destacar algumas de suas apresentações arrebatadoras com a The Ghost, podemos lembrar das vitórias nas etapas de Margaret River em 2017 e 2019.

pyzel ghost

Ideal Para Ondas Boas

Definitivamente este modelo não é para qualquer tipo de mar. A Ghost foi desenvolvida para ser surfada em ondas boas e fortes, acima de um metro. Entretanto, seu melhor desempenho fica reservado para condições ainda mais épicas, em ondas acima de um metro e meio.

A Ghost é na verdade uma prancha muito versátil, aguenta ondas de até 12 pés sem perder a manobrabilidade e a segurança nas partes mais críticas. Esse modelo é marcado por duas principais sensações: velocidade e drive. A primeira característica que se nota na The Ghost é que o outline não é o convencional. Entraremos em maiores detalhes do shape mais adiante.

Perfeita Para Surf Trips

pyzel ghost

Este modelo é um daqueles que não pode falta em uma surf trip. Principalmente se o seu destino tem ondas fortes e tubulares, do tipo que exige um equipamento com bastante poder de remada e que tenha excelente performance em ondas cavadas. Dessa maneira, se está planejando viajar para a Indonésia, Maldivas, Havaí, Oeste Austrália, México, El Salvador por exemplo, a Ghost será uma ótima pedida.

Mas não apenas para viagens é claro, por que não pensar em usá-la no quintal de casa em ondulações especiais que volta e meia aparecem por aqui, não é mesmo? Com certeza será muito funcional em picos como Maresias, Noronha, Saquarema, Praia Da Vila, Silveira, entre outros locais com ondas poderosas.

Outline E Bordas

Se a compararmos com outras pranchas de alta performance para ondas boas, ela destoa em alguns aspectos. O bico é mais largo que o padrão, aliás seu ponto mais largo está posicionado acima, para frente do meio da prancha e, como complemento, o shaper Jon Pyzel também colocou mais volume nessa área. O volume extra na região do peito e o rocker baixo de bico, fazem com que além de ter uma remada fantástica, a Ghost seja uma prancha que gera muita velocidade assim que você fica de pé.

As bordas deste modelo são médias/baixas do bico até antes da quilhas, quando elas se afinam rapidamente e ficam bastante afiadas. Isso sem dúvida ajuda a prancha a ser muito responsiva e segura nas manobras. Ponto extremamente positivo da The Ghost é que ela é uma prancha que “esconde” o volume que tem, pois ele se concentra principalmente no meio do shape, em volta da longarina.

Ao contrário de outros modelos, esse volume central se estende mais próximo das bordas, caindo subitamente no último terço. Com isso, ela não apresenta um dome deck agressivo como poderíamos pensar, se compararmos com outras pranchas para ondas boas e fortes.

Rocker

Como mencionamos anteriormente, o rocker de entrada da The Ghost é baixo. Isso faz com ela reme muito bem e facilite a entrada nas ondas, tornando os drops mais fáceis por conta disso. Outra vantagem é que esse tipo de curva de rocker de entrada faz com que ela acelere muito quando apontada para baixo, ganhando seções rápidas das ondas com mais facilidade. O lado negativo é que ela perde um pouco de encaixe nas partes mais íngremes como drops atrasados e batidas no crítico.

Olhando para a parte de trás da Ghost, se encontra uma rabeta que se estreita bem rapidamente e uma curva de rocker bastante agressiva. Essas características agem de forma complementar. A curva de rocker permite que a prancha vire com mais facilidade e que ela tenha margem para batidas no lip, enquanto a rabeta round e estreita trás o drive para as rasgadas mais fortes que você consegue dar e segurança nos tubos.

Concave 

O fundo da Ghost consiste em um single concave fundo na parte frontal (onde fica o volume extra) para gerar velocidade, que vira em um double concave na região das quilhas para acrescentar manobrabilidade quando usamos o pé de trás nas batidas e rasgadas. Essa combinação faz dela uma prancha veloz e ao mesmo tempo maleável, entretanto, precisa ser bem manejada pois pode parecer um pouco dura se forçada de forma errada ou em partes mais cheias das ondas.

Surfistas Avançados e Intermediários

De fato, a Ghost não é uma prancha para qualquer nível de surfista. Ela é recomendada para surfistas de nível avançado ou para os intermediários com bastante experiência que estão na disposição de enfrentar condições de mar desafiadoras. Por ter bastante sensibilidade na rabeta e pedir aceleração com o pé da frente, é um modelo muito técnico. Se usada por surfistas menos habilidosos, especialmente em ondas aquém do necessário, poderá parecer uma prancha dura e difícil de virar.

Quilhas

Para este modelo de prancha, o ideal é a utilização de quilhas com perfis mais neutros. Que não sejam muito alongadas para trás, tampouco muito retas. Existem diversos modelos com estas características tanto na linha de produtos da FCS quanto na linha da Futures Fins.

Para quem utiliza o sistema da Futures, recomendamos os modelos do John John Florence e a F6, no entanto o mais importante neste caso é se atentar para a construção das quilhas. Quanto mais rígidas forem, melhor para ondas fortes e tubulares.

Já para os surfistas que preferem usar o sistema da FCS 2, a indicação é a mesma com relação ao tipo de outline das quilhas e à construção. Levando isso em consideração, selecionamos os modelos Performer e a Accelerator, na construção Performance Core (PC). Elas apresentam flexibilidade média, são leves e foram desenvolvidas para performarem o mais próximo possível das quilhas fixas tradicionais.

Confira abaixo o que o havaiano John John Florence tem a dizer sobre a The Ghost.

Se você está precisando de uma prancha para ondas fortes em casa ou pretende fazer uma surf trip internacional no futuro, sem dúvida deve considerar ter uma Pyzel The Ghost em seu quiver. Nós temos alguns exemplares disponíveis, fale com nossos consultores pelo chat e garanta a sua. Ela sem dúvida poderá ser uma grande aliada na sua performance e dos seus amigos em ondas de consequência.

4 thoughts on “Pyzel The Ghost: Analisando Pranchas

  1. Rocha ( Shaper) Cara realmente as pranchas pyzel são realmente musicas,pqcm um piloto de testes do nível do Jhon Jhon,ele n precisa de muita coisa ,só queria te alguns out lines de algumas pranchasdele so isso ! says:

    Pranchas do Pyzel são todas mágicas!!

    • Luís Coruja says:

      Fala, Rocha. Tudo bem? Obrigado pelo comentário. Realmente as pranchas Pyzel devem muito do seu sucesso ao desenvolvimento em parceria com o John John. Sucesso nas suas pranchas! Abraço

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