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A História De Um Campeão: Gabriel Medina

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A História De Um Campeão: Gabriel Medina –

Depois de tantos artigos em nosso Blog falando sobre pranchas, ondas, saúde e técnicas de surf, chegou a hora de falarmos sobre o maior surfista brasileiro da história, Gabriel Medina.

Se você chegou até esse artigo, é quase certo que você já sabe quem é Gabriel Medina. Entretanto, acreditamos que nunca é demais falarmos do principal surfista brasileiro e um dos mais famosos esportistas do nosso país na última década.

O Início

medina criança
Gabriel Medina Pinto Ferreira, ou apenas Gabriel Medina, é atualmente bicampeão mundial de surf e um dos surfistas mais famosos e bem sucedidos da história. No entanto, não foi da noite para o dia que ele chegou onde chegou. Sua história de vida é muito rica e cheia de superações pessoais e apesar do talento nato no surf, suas conquistas são fruto de muita dedicação e treinamento, como não poderia ser diferente.

Nascido no dia 22 de Dezembro de 1993, na cidade de São Sebastião, litoral norte paulista, seus pais (Cláudio e Simone) se separaram quando ele tinha 8 anos. Após o divórcio, sua mãe iniciou um relacionamento com Charles Rodrigues, seu futuro padrasto. Charlão, como também é chamado, era triatleta e surfista amador e não demorou a iniciar Gabriel no esporte. Foi com um prancha dada por ele que Medina começou a surfar aos 9 anos na praia de Maresias.

Carreira Meteórica

medina campeão
Menos de dois anos após iniciar no surf, Medina venceu seu primeiro campeonato de âmbito nacional. Foi o tradicional Rip Curl Grom Search em Búzios, no Rio de Janeiro, na categoria sub-12. Depois desse vieram outros diversos títulos tanto locais quanto internacionais. Ele foi campeão brasileiro amador e foi também dos Volcom Sub-14, Quiksilver King Of The Groms e tricampeão paulista.

Apesar de todo esse sucesso na carreira amadora, ainda era necessário que ele se provasse como profissional. Isso porque muitos atletas encontram enorme dificuldade na transição da carreira amadora para a profissional. Entretanto, era questão de tempo para isso e aos 14 anos Medina já fazia finais nas competições do circuito Paulista Profissional e chegou a derrotar seu ídolo Adriano de Souza em outro evento profissional da ASP em Ubatuba/SP.  

Em julho de 2009 aconteceu algo que mudou completamente a vida de Gabriel Medina. Foi quando ele fechou um contrato milionário com a empresa australiana Rip Curl e finalmente tornou-se profissional oficialmente. Parece que esse fato acendeu ainda mais o fogo vencedor do Gabriel, que poucos dias depois venceu uma importante etapa do WQS na Praia Mole, aos quinze anos de idade. Foi ali que Medina realmente apareceu – e chocou – o mundo.

Dois anos depois, já em 2011, vieram várias performances estelares no WQS e uma sequência de ótimos resultados como as vitórias dos 6 estrelas de Imbituba, Espanha e França. Isso o levou à elite do surf mundial, com apenas 17 anos de idade. Aliás, sua entrada no WCT ocorreu no meio da temporada 2011 e não demorou muito para que ele colocasse os melhores do mundo no bolso. Dos 5 campeonatos que ele participou, venceu 2, o primeiro em Hossegor na França e o segundo em San Francisco na Califórnia. Essas duas vitórias cimentaram de uma vez por todas seu status de fenômeno e seria questão de tempo até ser campeão mundial.

Títulos Mundiais

gabriel medina campeão mundial
Medina foi o primeiro surfista brasileiro a ser campeão mundial de surf profissional. Seu primeiro título veio no ano de 2014, quando ele venceu a primeira etapa na Gold Coast australiana e fez história também a ser o primeiro brasuca a vencer lá. Seu ano foi feito de alto e baixos, mas no fim da temporada a consistência o premiou com a glória maior do surf, quando ele foi vice-campeão do Pipe Masters eu um resultado bastante contestado contra o australiano Julian Wilson.

No ano seguinte ele voltou a ser vice-campeão da etapa de Pipeline, mas dessa vez perdeu para o brasileiro Adriano de Souza em uma final inédita. Medina ficou em terceiro lugar no mundial, atrás ainda do australiano Mick Fanning. Como prêmio de consolação, Gabriel conquistou a Vans Triple Crown (Tríplice Coroa Havaiana), que é considerado o segundo maior título do surfe profissional, se tornando o primeiro brasileiro a conquistá-lo.

Em 2016 e 2017 o campeão mundial de surfe foi seu grande rival John John Florence, mas mesmo assim Medina colocou pressão e esteve sempre na briga até as últimas etapas. 

O Bicampeonato

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Em 2018 Gabriel fez um outra temporada muito vitoriosa, vencendo 3 etapas e marcando boas colocações nas demais. Para coroar seu bicampeonato mundial ele finalmente teve sua revanche contra Julian Wilson em Pipe/Backdoor e desta vez o derrotou, sendo merecidamente campeão do Pipe Masters, a das maior e mais prestigiada etapa do circuito mundial.

Por fim, a temporada 2019 foi outra em que Medina brigou pelo título mundial até o fim. Após sua vitória histórica contra Ítalo Ferreira em Jeffrey’s Bay parecia que o tricampeonato mundial estava praticamente certo. Entretanto, Gabriel só não contava com uma má campanha na França, onde ele normalmente chega nas finais e principalmente com uma interferência boba contra Caio Ibelli no round 4 em Portugal.

Isso abriu portas para o Potiguar Ítalo Ferreira, que foi vice na França e venceu em Portugal, conseguindo a liderança do ranking e chegando para a última etapa no Havaí com a camiseta amarela. O último evento ano, em Pipeline, foi um show a parte. Medina e Ítalo foram perfeitos até a final, mas ali só um poderia sair vencedor da bateria e quem o fizesse levaria o título mundial mais emocionante de todos os tempos. Para Medina, infelizmente o titulo escapou após ele ser vice campeão para um iluminado Ferreira.

As Pranchas E A Relação Com O Shaper Cabianca

johnny cabianca
Kelly Slater e a Al Merrick. Joel Parkinson e a JS. Mick Fanning, Stephanie Gilmore e a DHD. John John Florence e a Pyzel. A maioria dos títulos mundiais de surfe teve um denominador comum, o relacionamento de longo prazo e de sucesso entre um surfista e um shaper. Com Medina não é diferente. Sua parceria de mais de uma década com o shaper brasileiro baseado no País Basco, Johnny Cabianca foi um pilar fundamental de seu incrível sucesso.

Entretanto, por algum motivo, Cabianca ainda não obteve o reconhecimento que alguns de seus colegas alcançaram. Inclusive podemos dizer que ele é o shaper de perfil mais discreto de um dos surfista mais reconhecidos e aclamados do mundo.

Essa relação na verdade vem de muitos e muitos anos atrás. Johnny é amigo do padrasto e da mãe de Gabriel há mais de 25 anos e costumavam surfar juntos na praia de Maresias. Dessa forma, desde o início foi Charles que comandou o processo de encomendas e feedbacks conforme o que Gabriel dizia.

gabriel medina cabianca
Nos dias de hoje, basicamente, a relação funciona como um tripé porque, com o tempo, Gabriel ganhou muita experiência e conhecimento sobre as pranchas e shaper e atleta conversam muito diretamente sobre elas. Ainda assim, Charles ainda mantém uma comunicação direta com Cabianca para realizar as encomendas e o planejamento do ano.

Mais De 100 Pranchas Por Ano

gabriel medina cabianca

Normalmente, Cabianca fabrica em torno de dez pranchas para cada evento do CT, ou seja, uma média de 100 ou até mais por temporada. Isso na verdade sempre foi um acordo de cavalheiros entre ele e a família Medina.

O processo de desenvolvimento das pranchas é um trabalho de equipe árduo. Charlão analisa os vídeos do freesurf antes de obter o feedback de Gabriel. Isso tudo é devolvido a Cabianca, que alimenta os dados no próximo lote de pranchas. Única exceção é no Havaí, onde a coisa é um pouco diferente. Por lá, Johnny e Charles passam todas as suas pesquisas e modelos para o shaper havaiano Wade Tokoro para ajudá-lo a desenvolver um quiver ideal para os eventos da Tríplice Coroa, sempre com a contribuição do próprio Gabriel também.

Adaptação

gabriel medina
Um fator que implica dificuldades e no desenvolvimento de pranchas para atletas desde a infância é o crescimento, fator natural para todos. Atualmente Gabriel não varia tanto seu peso, mas houve uma fase bem desafiadora, nos anos de 2011 e 2010. Nesses dois anos seu corpo mudou muito. Medina cresceu fisicamente de forma abrupta, seus pés cresceram mais do que o normal, suas pernas ficaram mais grossas e a cintura mais fina. Além disso, ganhou peso na região do quadril, nas palavras do próprio shaper: “Ficou com a bunda muito grande e a perna muito grossa. Só depois é que ganhou ombro e braço. Mas ele nunca deixou de usar as minhas pranchas.”

Conhecimento

Gabriel atualmente conhece muito bem os volumes, rockers, bordas, concaves e outlines, portanto sabe exatamente que tipo de prancha ele gosta ou não. Com isso é natural que ele esteja ficando mais exigente e crítico. Com isso, Medina não muda quase nada nas suas pranchas para a maioria das etapas do tour, fazendo apenas mudanças bem sutis. Este é um processo contínuo de refinamento que nunca tem fim e é o que faz a pranchas de modo geral ficarem cada dia melhores.

Se você quer conhecer melhor sobre as pranchas Cabianca, recomendamos começar pelo artigo exclusivo que postamos em nosso blog sobre a prancha preferida do Medina, aquela que leva inclusive seu nome, a The Medina. Além deste modelo, há outro que também leva o nome do bicampeão mundial, a Cabianca DFK, prancha mais usada por ele durante as etapas do mundial de surf. Para saber ainda maiores detalhes, chame nossos consultores pelo chat no site. Por fim, encaminhe este artigo que aqueles seus amigos fãs do Gabriel, eles irão se amarrar!

 

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